Com feira da madrugada, comerciantes contabilizam prejuízos em plena luz do dia


Um grupo de “chamados comerciantes” vem tirando o sono por onde tem passado em toda a Curitiba.

Feirinha0001 “Também não é para ser diferente, o que vem acontecendo, a Feira Itinerante do Brás como a de um bairro famoso de São Paulo a “chamada feira da madrugada”“, só que aqui esse evento vem tornando os dias dos comerciantes em pesadelo.

Por onde passa o que se contabiliza a seguir é o prejuízo sentido pelos comerciantes que estão instalados legalmente e pagam seus impostos.

As vitimas do ultimo final de semana foram os comerciantes no entorno da Avenida Eduardo Pinto da Rocha na Vila Campo Cerrado – Osternack, alguns veículos de comunicação informaram que a feira aconteceu em um terreno, só que esse terreno e um campo de futebol usado pela comunidade da região, além da irritação dos comerciantes a comunidade também esta revoltada com o acontecido, porque ate o fechamento dessa matéria à área usada para recreação de crianças e adolescente ainda permaneciam cheios de cacos de vidros, paus com pregos usados nas barracas, restos de lixos em geral.

A cada final de semana, é escolhido um bairro de Curitiba para venderem seus produtos direto aos consumidores. São cerca de 200 lojistas que montam barracas de lona em grandes terrenos e vendem produtos a preços mais baratos dos que os praticados pelo comércio formal. Além dos preços praticados também tem a qualidade muito inferiores.

Percorremos hoje (04) os comércios da Avenida Eduardo Pinto da Rocha, e todos os comerciantes entrevistados a opinião foi a mesma, por mim não viria nunca mais, relatou Gaúchinha como e conhecida no comércio local, já o comerciante Mesquita foi enfático na afirmação ”muito ruim”.

Para Sebastião Pinheiro comerciante na região, “os cara vem lá de longe e aprontam em nosso quintal, chegam, vão e deixam aqui, os pagadores de imposto com o prejuízo.

Maria Regina Corradi, moradora e comerciante na região há dois anos, também repudiou a atitude atribuída a uma associação de moradores da região que apoiou o evento.

A empresária Rosineide Bellascosa, proprietária de uma loja na avenida, disse que, lutamos tanto para pagar nossos impostos em dia, é água, luz,telefone, funcionários, são cobranças para que estejamos sempre dentro da lei, pagamos juros exorbitantes, o pessoal acha nossos produtos caros, mas temos qualidade e compromisso com nossos clientes, e esse pessoal vem se apossa de uma praça publica e vendem seus produtos com preços bem abaixo dos nossos e sem garantia ainda, Não e justo, isso não pode acontecer mais, tem que ser proibido.

Já a comerciante Dalvinha Ferreira de Oliveira, que se sentiu constrangida com as atitudes pelos ““ditos comerciantes“” eles entraram em seu comercio só para saber qual o preço que ela estava comercializando para vender os deles pela metade do preço, disse não achar justo, estamos aqui o ano todo com as portas abertas, e nesse período do ano onde as pessoas recebem o decimo terceiro salario, é quando poderíamos dar um up em nossas vendas, onde planejamos vendas melhores, uma feira ilegal dessa vem e acaba com nossos planos e sonhos, clientes que atendemos durante todo o ano, poderia vir aqui e  gastar mais um pouco, gastam tudo lá e ficamos a ver navios,

Segundo informações apuradas, o responsável pela feira estar ali é o presidente de uma associação que ganhou dinheiro com isso, presidente de associação não foi eleito para agir assim dessa forma, prejudicando o comercio da região, no local tinha luz, o pessoal estava vendendo produtos no cartão, relatou uma comerciante que preferiu não se identificar, por medo de represálias, mas o lixo tomou conta do local que ainda não foi limpo, esta um lixo só.

Outra comerciante disse que “Já reclamamos para a prefeitura de Curitiba, que prometeu fiscalizar, foram algumas dezenas de ligações. Foi reclamado na receita federal, na polícia e ninguém faz nada. Não é possível. Pagamos impostos, funcionários, aluguel e eles vêm aqui rir da gente”, desabafa a comerciante.

Segundo informações da prefeitura a feira itinerante não tem autorização para seu funcionamento. Segundo a assessoria providencias estão sendo tomadas para proibir novas feiras na cidade e, que a mesma não faz parte das feiras promovidas pela Secretaria Municipal do Abastecimento (SMAB) e não tem autorização da Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU) para acontecer.

Ate o fechamento dessa matéria varias ligações foram feitas no telefone do citado presidente da associação e, não obtivemos o retorno, para o esclarecimento.

 Por Héliton Batista

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