10 dicas para que seu bolso também tenha um feliz Natal


É preciso tomar cuidado para que a descontração, o clima festivo e os apelos comerciais não levem a excessos financeiros

 

Gastos de fim de ano: mesmo nessa época de fartura, é bom estabelecer um valor definido para todos os gastos e se manter fiel a esse limite

Gastos de fim de ano: mesmo nessa época de fartura, é bom estabelecer um valor definido para todos os gastos e se manter fiel a esse limite

– Fim de ano é época de relaxar e aproveitar um tempo de descanso. Mas é preciso tomar cuidado para que a descontração, o clima festivo e os apelos comerciais não levem a excessos financeiros, que vão dar dor de cabeça depois. Os consultores financeiros Mauro Calil, criador da Academia do Dinheiro, e Valter Police, orientador certificado pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF) dão dez dicas para que seu bolso também tenha um feliz Natal, assim como você:

1 – Faça um orçamento detalhado

São muitos os compromissos, os presentes, as compras e alimentos e outras maneiras imagináveis de se gastar dinheiro nessa época do ano. Segundo Calil, a regra de ouro para evitar apuros quando a ressaca das festas passar é fazer um orçamento detalhado do que se pretende gastar. Tudo entra na lista: presente do amigo secreto, da família, enfeites para a casa, alimentos para a ceia, roupas para as festas de fim de ano, etc. Assim, evita-se a surpresa desagradável ao consultar o saldo bancário depois das festas. “O planejamento agora contém os impulsos e evita o desespero depois.”

A segunda parte da dica, segundo Police, é impor a si mesmo um limite para gastos. “Nessa época do ano, as pessoas estão com mais dinheiro na mão por causa do 13º, do bônus, da participação nos lucros, e ficam mais propensas a gastar”, observa. Segundo o consultor, mesmo nessa época de fartura, é bom estabelecer um valor definido para todos os gastos e se manter fiel a esse limite.

2 – Lembre-se: a fatura vem em janeiro

Quem não é fiel às estimativas de gastos feitas ao elaborar o orçamento “tem, em janeiro, uma ressaca maior do que a causada pelo espumante nas festas”, afirma Police. Se boa parte das compras de Natal for feita no cartão de crédito, é melhor estar preparado. Sobretudo porque, em janeiro, outras despesas grandes, como impostos da casa e do carro, matrículas em escolas, material escolar, dentre outras, podem desequilibrar o bolso.

Começar o ano já no vermelho, segundo Police, quebra qualquer promessa de ano novo de colocar a vida financeira em ordem. “O desânimo de ver o descontrole faz com que haja grande chance de o ano terminar como começou”, alerta.

3 – Cuidado com compras pequenas

Segundo Calil, os grandes gastos com presentes costumam ser mais previsíveis, e as pessoas até fazem provisões para isso. Os vilões dessa época do ano, geralmente, são as compras menores. “De enfeite em enfeite, que custam só R$ 10 ou R$ 20, no fim das compras, a pessoa toma um susto ao ver que gastou R$ 300, principalmente se as compras forem feitas em lojas diferentes, sem que a pessoa tenha tempo de calcular o valor final”, lembra o orientador.

4 – Não caia na armadilha do “eu mereço”

O ano foi duro, a empresa, a família, a pós-graduação exigiram demais, e agora é hora da merecida recompensa, que virá após uma tarde no shopping, certo? Não poderia estar mais errado. “Não caia na armadilha do ‘eu mereço’”, diz Police. “Nós merecemos muita coisa, é verdade, mas, mesmo merecendo, temos que nos perguntar se podemos comprar”, lembra o consultor.

Se a resposta for “sim”, não há problema em se permitir alguns luxos. “Mas se for não, é bom ser honesto e manter a cabeça no lugar”, diz.

5 – Aproveite para planejar ano que vem

Police faz ainda uma sugestão: aproveite essa data para montar um plano financeiro para o ano seguinte, com destaque para o quanto se pretende poupar ao longo do ano. “Se fizer isso, no fim do ano que vem, em vez de pular as sete ondas pedindo dinheiro, poderá pedir apenas força de vontade, porque dinheiro, o próprio planejamento vai trazer.”

6 – Privilegie eventos

Amigo secreto da família, da empresa, do curso de idioma, da pós-graduação, lembrancinhas de despedida aos colegas de trabalho são apenas alguns dos muitos compromissos financeiros que aparecem no fim do ano. Para Calil, uma boa tática, nesse caso, é privilegiar os eventos. “Você não precisa – e talvez nem consiga – participar de todos esses eventos, então, privilegie os dois ou três mais importantes e, gentilmente, recuse os demais, para não pesar no bolso.”

7 – Pesquise preços

Outra recomendação importante feita por Police é ir atrás dos melhores preços, consultando várias lojas. Para isso, contudo, é preciso ser organizado e evitar comprar os presentes de Natal em cima da hora, sujeitando-se a pagar qualquer valor para conseguir os artigos.

8 – Adie as compras, se puder

Se for possível adiar as compras de Natal, faça isso. Calil lembra que muitas lojas fazem boas promoções logo depois e, embora a variedade não seja a mesma, os preços são bem melhores. “Tem pessoas que você só vai encontrar depois do Natal, ou do Ano Novo, então, terá essa semana de intervalo para comprar os presentes com um bom desconto, que pode chegar a 30% em alguns casos.”

9 – Evite pegar férias agora

Segundo Police, se não houver necessidade de tirar férias agora, melhor aproveitar apenas os dias de folga na semana do Natal e do Ano Novo. “Quando a pessoa tira férias, recebe antecipadamente o valor referente ao período, que aumenta a quantidade de dinheiro disponível para gastar no fim do ano”, observa. “Isso potencializa os problemas e reduz as soluções.” Em janeiro, quando vierem as despesas típicas da época, mais as de cartões de crédito, mas o salário será bem menor, por conta do período sem trabalhar.

10 – Invista mais tempo e menos dinheiro

A dica final de Police é para quem está com o orçamento apertado, mas não abre mão de presentear. “Se a pessoa tiver tempo para pesquisar, consegue bons presentes com custos menores”, diz. “Os presentes inesquecíveis nem sempre são os caros, mas os que têm significado”, lembra o planejador financeiro. Ele cita como exemplo a possibilidade de dar de presente um bom porta-retratos, com uma bela foto e uma dedicatória escrita no verso da imagem. “Normalmente, dinheiro não deveria ser um medidor de qualidade do presente, mas o problema é que a gente entra nesse ritmo maluco de consumo, comércio, e o Natal não tem nada a ver com isso”, diz. “É uma hora para mostrar sentimentos, não o cartão de crédito.”

 

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