Ministro da pesca, Marcelo Crivella é acusado de usar dinheiro público para beneficiar projeto social da Igreja Universal


marcelo-crivellaO ministro da pesca Marcelo Crivella, que é bispo da Igreja Universal, está sendo acusado de utilizar a estrutura pública do ministério que lidera para fomentar o crescimento de uma ONG ligada a ele e à igreja da qual faz parte.

De acordo com a revista IstoÉ, a organização não governamental ligada ao ministro conta com ajuda federal para produzir tilápia na Bahia. A ONG Fazenda Nova Canaã, da Igreja Universal, nasceu da ideia de Crivella em criar no Polígono das Secas um projeto de irrigação. Ele então lançou um CD, vendeu mais de um milhão de cópias e reverteu o dinheiro para a compra de 450 hectares de terras em Irecê (BA). O projeto de irrigação fomenta a produção de frutas e hortaliças, usadas para a merenda de mais de 400 crianças que recebem aulas do currículo regular e ensino religioso oferecidas pela obra social.

De acordo com a revista, a ONG, que é considerada o principal “cartão de visitas eleitoral” do bispo da Universal, estaria agora aproveitando o crescimento do mercado da carne de tilápia na Bahia, para iniciar a criação de peixes. E para alavancar o projeto de criação de tilápias na ONG ligada a ele, o ministro estaria usando a estrutura do próprio ministério.

A reportagem dessa semana da IstoÉ explica que a Fazenda Nova Canaã conta com o apoio da Superintendência do Ministério da Pesca na Bahia e da Secretaria Estadual de Agricultura para dar tocar o projeto do criadouro de tilápias. No dia 23 de março, o ministro se reuniu com representantes da Bahia Pesca, órgão do Estado, para discutir a captação de recursos federais para a instalação de oito tanques-rede na ONG.

A ampliação do consumo de tilápia é considerada o carro-chefe da gestão de Crivella no ministério, sua meta como seria baratear a carne do peixe para competir com o frango.

O empreendimento hídrico na região, que sofre com a seca, é visto por muitos com desconfiança, e tem causado polêmica. Técnicos que atuaram no programa federal Territórios da Cidadania, em Irecê, questionam a viabilidade do projeto, visto que a cidade que abriga a fazenda de Crivella só receber água do rio por meio de adutora, e associações de pescadores e criadores das cidades banhadas pelo São Francisco temem que Irecê se torne uma potência produtora, por contar com apoio governamental, e passe a competir com elas.
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